
Foto e poesia por: Alan Blair
Então, antes que eu termine de piscar meus olhos, já abro as janelas para renovar esse ar.
Sentado na mesma e antiga cadeira da mesma e antiga casa do mesmo e eterno lugar (que não muda), consigo ver lá de longe, no mais alto de todo o céu, as novas e inconstantes nuvens, que passam, misturam, confundem e chovem.
Quebrarei todos os espelhos da casa.
Não estou capacitado para reconhecer toda essa mudança em anos pequenos. O Olhar inocente de menino medroso continua brilhando no escuro dos olhos, mas, por outro (e antigo) tempo, passei a fazer uso da precaução. Carrego na mão direita um mapa para não me perder entre os bêbados, os doentes e os cruzamentos dessa cidade.
A cautela se faz perceptível nos meus passos contados, e a segurança vêm atrás, amarrada em meus membros, me ligando até os seus. Elas se cruzam, se juntam, misturam e mesclam.
Nessa minha caminhada existe uma bifurcação.
A distância que me priva de você é a mesma em que eu percorro para te encontrar. Faço o uso da segunda distância (sem ao menos parar para pensar se isso é o certo. Sou sereno, assim, se sigo ao seu lado).
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