
Foto e Texto por: Alan.
Assim foi sendo, solto nesse devaneio seco, nessa tontura “fádiga”.
Descobriu que cavalos marinhos existiam quando morreu afogado, mas já não fazia tanta diferença.
Antes de perder o último gole de fôlego, agarrado entre as algas do mar, achou gostoso, silêncio quentinho, morrer como um navio naufragado daqueles que escondem dentro de si um baú de tesouros, e que jamais alguém encontraria, fantasiado de natureza viva entre algas e cavalos marinhos, fóssil humano.
Gostou da idéia e fechou seus olhos, como quem fecha o punho e atira pedrinhas no mar.
12/06/2009
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