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I Don´t Like Mondays.

Alan Blair ~
Foto e Texto: Alan

Ele se engasga,
Arroto rouco,
Ele se difama, só.

Ele acha que seria melhor privar-se menos, na verdade, ele perdeu o potencial que tinha desde que voltou pra cá, e as coisas andam bem mais rápidas que a capacidade que ele tem para captar, um certo déficit de alguma coisa.

Meio de setembro com gosto de agosto e aparência de dezembro sem o cheiro de natal que ele tanto adora, luzes verdes e vermelhas e roupa nova, mas é meio de setembro e é como se ainda fosse tudo muito longe.

Ele se machuca no fato do silêncio após as 22h40min, voto de silêncio, é assim que se fala? Ele não queria tanto isso, janela fechada, cortina fechada, mesmo possuindo fotofobia, é assim também que se fala? Dor nos olhos na claridade exposta, a cabeça quase explode.

Ele queria perfume novo na porta se abrindo, colorindo o corredor, música nova no som e cor de sol nas paredes do seu quarto, mas só de vez em quando, ele enfatiza, para tentar variar os passos na dança oca louca que ele tem ensaiado, sozinho, para conquistar algum par da forma charmosa que ele move seus pés no seu conga amarelo, para lá e para cá, ritmado, marcha de carnaval no inverno gelado que faz naquela cidade oca louca onde ele mora, sozinho, sol e chuva dividindo o céu no mesmo instante, onde ele mora, sozinho, repleto de amigos de todos os lugares de todos os sotaques de todos os jeitos variados diversificados possíveis onde fica tudo mais lindo no lugar mágico e lindo onde ele mora, sozinho, calando a sua voz depois das 22:40, rodando no quarto junto com as luzes coloridas que ele liga para intimidar alguma coisa que ele insiste em não definir como algum de tipo de solidão, é assim que se fala? Solidão? Tanto faz, é tudo mágico e lindo, mágico e lindo, repito, mágico e lindo no lugar lindo onde ele mora, sozinho.

Por que quer, ele diz.
Por que é preciso, eu digo.

Uma garrafa inteira de café só pra mim, a idéia não é tão ruim assim, ele justifica.
Mas é que eu não sou tão egoísta, dividir às vezes é bom, eu confesso.

Ele ta querendo a sua mãe, o seu pai, o seu irmão e um beijo da xuxa, se possível for.
É que, às vezes, as coisas dificultam um pouquinho para o lado dele, little earthquakes, me compreende bem? Ele queria, após 22h40min, ligar para o mundo e dividir café, mas o mundo ta todo dormindo depois desse horário, mas uma garrafa inteira de café só pra ele não faz tão mal assim, ele lembra.

Haroldo, ele ta querendo te ligar nesses dias.

É que eu só queria perfume novo quando abrisse a porta,
Ou alguém que me abrisse a porta,
Música nova no som e mais claridade no meu quarto, de vez em quando.
Aqui é tudo tão mágico e lindo, três vezes mágico e lindo no lugar lindo onde eu moro, só que sozinho, após as 22h40min, aí eu me perco dentro de um quarto com banheiro.

Ainda bem que eu tenho minha Lorelai Gilmore.

Cavalos Marinhos

Alan Blair ~

Foto e Texto por: Alan.

Assim foi sendo, solto nesse devaneio seco, nessa tontura “fádiga”.

Descobriu que cavalos marinhos existiam quando morreu afogado, mas já não fazia tanta diferença.
Antes de perder o último gole de fôlego, agarrado entre as algas do mar, achou gostoso, silêncio quentinho, morrer como um navio naufragado daqueles que escondem dentro de si um baú de tesouros, e que jamais alguém encontraria, fantasiado de natureza viva entre algas e cavalos marinhos, fóssil humano.

Gostou da idéia e fechou seus olhos, como quem fecha o punho e atira pedrinhas no mar.

12/06/2009

Palidez______________ .

Alan Blair ~
Foto e Texto: Alan Blair

Folha em branco,

vazia,

cheia de nada

é folha que grita.

passatempo

Alan Blair ~
Foto e Texto: Alan Blair

volta logo que eu tô de saudade, e nesse meio tempo, eu desaprendi a aguentar.

Take to the Sky.

Alan Blair ~
Foto: Fabrício e Texto: Alan Blair

Viagem com Fabrício – Rio – Show da Maria Bethânia – Leopoldina

Sexta-Feira, 07/11/2008, 5h – Ouro Preto-Mariana-Viçosa-Rio de Janeiro-Leopoldina-Ubá-Viçosa-Mariana-Ouro Preto, Terça-Feira, 11h15min.

A gente passa pela vida rapidinho, com um sorrisinho bacana, assim meio de lado, feito astro de cinema, de paletó rasgado, calça jeans desbotada, botina e cigarro queimando, cantando Bob Dylan.

Ou então a gente entra no ônibus, oito ônibus, vê tudo em câmera rápida do lado de fora e, no lado de dentro, com o joelho doendo, escutando “take to the sky”.

A segunda opção certamente é mais favorável.

” you can say it one more time
what you don’t like
let me hear it one more time then
have a seat while i
take to the sky…”

welcome to sunny flórida.

Alan Blair ~
Foto: Fabrício e Texto: Alan Blair

Tem um mosquito subindo e descendo a tela do computador, e, depois de tanto calor que fez em Leopoldina, está chovendo um pouquinho. Todas as luzes estão apagadas. O que mais clareia essa escuridão é a televisão ligada, com a Tori cantando só para mim.

Está tudo bastante silencioso, apesar da música e do barulho que a chuva faz batendo no telhado de alumínio, (se é que o telhado é mesmo feito de alumínio).

Queria que a chuva despencasse muito mais forte, (eu sempre gostei de trovões barulhentos e da falta de energia, sempre achei velas um objeto bem cênico), e queria também aumentar o som no último volume, fazer a voz da Tori cortar meus tímpanos, mas já são 23:42 e a vizinha não gosta muito dela. Aí eu abro a geladeira, (pelo caminho vejo a Julie deitada no canto), e pego um saco de azeitonas para comer enquanto escrevo coisas como essas.

O mosquito desceu mais pela tela do computador. Daqui a pouco ele sobe novamente.

Saio daqui umas três da madrugada, pego o celular, ligo a lanterna para não cair da escada, abro e fecho as portas pelo caminho, tiro minha roupa e me deito.

No domingo, pego cinco ônibus de volta para a saudade, escutando e cantando (baixinho) “father lúcifer, you never looked so sane…”

Caligrafia de asfalto.

Alan Blair ~
Foto e Texto: Alan Blair

Já não escrevo mais como antes.
Assim como o sossego, as palavras caíram no asfalto, entre uma cidade e outra.

Se sair no noticiário que palavras se findaram no chão, saibam que foram as minhas,
a fim de transformar as estradas em poesia.

Isto é Leopoldina, sonora verdade.

Alan Blair ~
Foto e Texto: Alan Blair

Peguei um ônibus, sentei na 13, abri a janela, tocando alanis.

(Não há nada realmente melhor do que o cheiro da nossa cidade natal)

Colírio.

Alan Blair ~
Foto e Texto: Alan Blair
(Fugindo de Ouro Preto, vindo escondido passar o dia das mães, brigadeiro e amigos, mata saudade.)

Sempre que eu fecho os meus olhos eu consigo te enxergar.
Seria muito pedir que, para quando eu os abrir, conseguir te encontrar?

Pedacinhos de sonhos.

Alan Blair ~
Foto e Poesia: Alan Blair

Suguei o vento com a boca e mastiguei, mastiguei, mastiguei.
Fiz bolinha de chiclete com o vento que cresceu, creceu, cresceu.

- Plóc!

Grudou vento no nariz, nos cabelos e nos cílios,
mas aí passou mais vento e levou em pouco tempo,
o meu vento agarrado no meu rosto.

Quem sabe um dia alguém sugue o meu vento, e ao invés de deixar escapar,
engula, engula, engula, para em pouco tempo o meu vento engavetar?

Pôr do Céu ~

Alan Blair ~
Foto e Poesia por: Alan Blair

Montanha virou rocha que virou pedra que virou areia que virou pó e voou com o vento, ao lado de flores que migravam para o norte.
Semente se desprendeu do caule que soltou das folhas e disse adeus a flor.
Pousou no gelo.
Cristalizou.

Feito de curta vida, noite era Montechio e Cappuleto era a manhã, que se complementavam feito manteiga no pão e se
amavam secretamente, sem poder, ao menos, ficarem juntos no mesmo dia.

Foi-se, então, embora a noite, chegando a luz da manhã.
O que era congelado derreteu-se e a semente começou a brotar, florescendo durante o dia e se fechando enquanto chegava a noite.

Até que um dia floresceu e não mais fechou.
Ao mesmo tempo, amanheceu e anoiteceu, escurecendo e clareando, esfriou e aqueceu.

O tempo se esqueceu que era tempo, ocorrendo no mesmo instante Pôr do Sol com Pôr da Lua, transformando-se em Pôr do Céu.

Na aurora da noite/dia, o broto virou flor que virou festa que virou sopro de brilho, e voou…

– o choro de Morena.

Alan Blair ~
Foto e Poesia por: Alan Blair

Morena morreu enferma de tristeza.
Deixou sua casca na terra e virou estrela no céu.
Era doce o mar, até Morena chorar.
Salgou-se, pois, das lágrimas de Morena o doce mar, que, em troca,
evaporou seu doce para Morena parar de chorar.

balança comercial desfavorável.

Alan Blair ~
Foto e Poesia por: Alan Blair

A semente que eu plantei ano passado não foi totalmente desenvolvida. Cresceu torta, mas cresceu. Umas folhas caíram ou voaram para longe. Outras nem sequer apareceram. Já outras, viraram flores.

O projeto ideal era o de minha semente tornar-se árvore de grande copa, de fartos frutos. O processo pode ser até lento, mas vejo que talvez o erro não esteja na minha pequena semente, e sim na terra que sufocou-a.

complemento.

Alan Blair ~
Foto e Poesia por: Alan Blair

(para minha flor de Lis)

“In.finito”: Eu e você de mãos dadas

cafeínado.

Alan Blair ~
Foto e Poesia por: Alan Blair

Café sem açúcar.

c-a-f-é-s-e-m-a-ç-ú-c-a-r.

cafés em açúcar.

 

Sou docemente amargo.

Ponte.

Alan Blair ~
Foto e Poesia por: Alan Blair

Nesse rumo da vida, deixei de acreditar em coisas que possuam sentido.
O que sobrou foi o enigma, a obscuridade nas coisas, o lado invisível das pessoas.
E o que irá restar de tudo isso é uma nova forma de caminhar.
Poderei estar sozinho, mas serei uma ponte.
Há quem atreve-se.
Há quem recue.
Na dúvida, colocarei uma placa, indicando meu caminho.

O dono das flores.

Alan Blair ~
Foto e Poesia por: Alan Blair

para Caio F.

Viveu sozinho por 43 anos.
Depois disso, mudou-se para o interior do interior e foi, ainda só, cultivar um jardim.
Não importava-se com tal solidão, ou com a casa sempre vazia.
Do jardim, ele sempre escutava risos e suspiros e aromas de todas as cores, e florescia logo cedo com um sorriso enraizado na pele.
Dizia ele: “Quanto mais flores, mais amores.”

vazio…

Alan Blair ~
Foto e poesia por: Alan Blair

Então todas as palavras equilibraram-se nas pontas de meus dedos e escorregaram bem direto para a palma de minha mão esquerda.

Quis protegê-las, guardá-las, prisioneiras das minhas impressões digitais.

Mas ao fechar a minha mão – surpresa – elas se espremeram e se juntaram, formando uma palavra.

Palavra sem sentido, sem explicação, sem tato.

Vazio.
Va…zio.
Va…
…io

~ poesias cálidas.

Alan Blair ~
Foto e poesia por: Alan Blair

- E para não perder-me na tristeza, passei à alimentar-me somente com sopa de letrinhas,
degustando cada pequena palavra e vomitando cálidas poesias.

– in(e)terno.

Alan Blair ~
Foto: Arquivo Pessoal. Poesia por: Alan Blair

Por trás dessas paredes (sólidas/mortas), tudo continua (a)normal.
Por trás dessa casca, dessa pele crespa, dessa roupa rasgada, tudo continua igual.
Por trás daquelas montanhas, existem nuvens tempestuosas, intempéries intermináveis, vertentes distantes.
Mas, por dentro desse oco/louco coração, existe o toque do assombro, o sopro da certeza e a prece nossa de cada hora.

~ roda gigante

Alan Blair ~
Foto e poesia por: Alan Blair

A cidade acorda tarde
Não desperta após a sesta
A navalha que barbeia o rosto
Corta, rasga e dilacera.

A roda roda e rodopia
O pulso pulsa e o peito bate.
O morto fede e desfalece
O vivo ama e amarguresse

Corra e pule o tempo todo.
Sonha o sonho de sonhar.
Cante e re-cante uma canção
Remende e fure um coração.

Tarde, antes, ou depois, esse círculo vicioso desaparecerá.
Enquanto isso, não se entristeça.
Misture um riso com um sorriso e veja até quando irá durar.

¨tópicos.

Alan Blair ~
Foto e poesia por: Alan Blair

Eu sei que gosto de satisfazer desejos. De embriagar minhas vontades. Saciar todos meus vínculos. De filtrar meus pensamentos, minhas verdades.

Enfrenta-me.
Decifra-me.
Enfeita-me, um dia desses.

– nem distante é o horizonte.

Alan Blair ~ 

Foto e poesia por: Alan Blair

É como uma volta da escola para casa a nossa vida. Quando estamos dentro da sala de aula, nos encontramos tao seguros, tão sábios, tão amparados… mas só da porta pra dentro, pois da porta pra fora estamos sujeitos a todos os tipos de provações, perigos e armadilhas… e muitas vezes, aquele conhecimento todo que aprendemos se dissolve em nada. Mas é preciso canalizar todos esses nossos sentimentos, nossos medos, desejos, segredos e ambições. Acho que só assim, saberemos de verdade o que queremos, o que buscamos e o que podemos suportar. A vida passa muito rápido e não podemos perder o nosso tempo com o que não nos faz crescer. É preciso ousar, opiniar e batalhar… só assim conseguiremos enxergar um horizonte distante em nosso futuro.

.pistas.

Alan Blair ~

Foto e poesia por: Alan Blair

É preciso um pouco de tato, da tradução de olhares, do olha-não-olha, abaixa a cabeça, levanta, disfarça. Vamos sorrir um segundo antes e juntas nossas tralhas logo depois.

~entre a vírgula e o ponto final.

Alan Blair ~ 


Foto e poesia por: Alan Blair

 

Bem que a vida poderia ser uma poesia, para andarmos nos compassos das entrelinhas e nos perdermos nas infinitas reticências…

~indagações

Alan Blair ~ 


Foto e poesia por: Alan Blair

- Por quê sonhas?
- Para viver.
- Por quê vives?
- Para Mudar.
- O que mudas?
- Todo o tempo.
- Qual o motivo?
- O de sonhar!

(oni)presente

Alan Blair ~ 


Foto e poesia por: Alan Blair

 

Em seu leito, em seu peito, em seu pranto.
Contornando seus lábios com a ponta dos dedos
Eu busco em seus olhos o reflexo dos meus.
Eu enrolo os seus cachos respirando o seu ar.
Sou seu dano,
O seu medo,
Sou você,
Seu olhar.

– temperos

Alan Blair ~
Foto e poesia por: Alan Blair

Gostoso como café com leite e pão com manteiga
Num dia com pingos, embaixo do cobertor
Filme antigo na TV, pés meio descobertos
E cosquinha no nariz de chafariz
É ter o seu ombro ao lado em que eu possa me enconstar.

~ confidente

Alan Blair ~ 


Foto e poesia por: Alan Blair

Bom dia senhor carteiro!
Vai em volta o dia inteiro
Sobe o morro e ladeira
Pula muro e a porteira
Pra trazer o meu amor.

Pé na estrada e vão simbora.
Sola gasta e bolsa torta.
Suor quente e boa sorte
Pra levar o meu amor.

Boa noite senhor carteiro
Que andou o dia inteiro.
Sare os calos e o cansaço.
Durma em paz nesse pedaço
De esperança que restou.

; seco e rasgado

Alan Blair ~ 


Foto e poesia por: Alan Blair

 

Entretanto, entre o medo, entre o tempo
Na rua, na chuva, nesse instante
Te busco, te vejo, te quero
Te rogo, te prezo, te rezo.

Correndo, chorando, sorrindo
Te pego, te guardo, te espero
Te grito, te ouço e observo
É pureza e inocência.
Não nego.

São cacos quebrados largados na pia.
Hematomas feridos, curados na vida.
São preces rezadas forçadas na alma.
É o medo eloquente te assombrando lá fora.

É o fim da linha, um vôo noturno.
O beco sem saída, a luz no fim do túnel.
É a mão estendida, e sua última chance.
São seus rastros na lama e um passo errante.

Portanto, por isso, por tudo
Te ouço, te faço, te guardo em meu mundo.
Te passo e repasso e um instante seguro
A glória, a esperança, um sorriso profundo.

É o beijo esperado que custa a chegar.
É o tempo perdido, largado no ar.
É o forte desejo revelado no olhar.
É uma vontade secreta pra se conquistar.

Contanto, contente, confuso
Me queira, me ame, serei seu refúgio.
Me busque, me sinta, me olhe um segundo
Absorva o meu medo, o meu sonho, meu rumo.

É ventura da vida,
Minha eterna utopia:
Encontrar e ser encontrado,
Desejar e ser desejado,
Conquistar e ser conquistado,
Corresponder e ser correspondido,
Amar e ser amado.

” vertente inexistente.

Alan Blair ~ 


Foto e poesia por: Alan Blair

 

Pois quando você pegar minha mão
Afetar minha alma
E traduzir de meus olhos aflitos
Tudo aquilo que meus lábios cerrados precisam gritar
Não se espante com a intensidade
De um amor que irei te oferecer

(e de tamanha força avassaladora te forçarei a não recusar.)

~ navegante

Alan Blair ~ 


Foto e poesia por: Alan Blair

 

Têm um pouquinho de você nessas lágrimas
Têm alguém no alto do morro querendo voar
Têm um bebê chorando nessa madrugada
Têm uma rosa do campo bailando no ar.

Tanto tinha e tanto fez em um tempo tão curto
que eu me acostumei a conviver com o seu balançar.
Eu sinto de longe seu suspiro profundo
que naufraga na água que desemboca no mar.

Provando teu doce amargo macio
Me perco em caminhos que custo a encontrar.
Eu rogo pro vento que canta baixinho
Que me devolva devolta pro teu balançar.

– - i.limitado

Alan Blair ~ 


Foto e poesia por: Alan Blair

– Quem me dera ser um pirata lunar para navegar no infinito azul e me perder por lá.

Sem perceber, eu, cá debaixo, fui carregado pelo vai-e-vem constante das nuvens.

– Nossa! Que imensidão! Será que o povo lá debaixo desconfia, noite ou dia, que apesar de um mundo vasto mora o infinito aqui em cima?

– cosquinha.

Alan Blair ~ 


Foto e poesia por: Alan Blair

- Ai! Que vontade de espirrar!

Corre.corre – Cadê o Sol?

Cosquinha no nariz e o mundo paralisado em um instante.

– Atchin! Ufa, espirrei!

– e vai, e voa, e pluft. Estoura.

Mamãe sempre me perguntava o que eu queria ser quando crescer.

- Uma bolha de sabão.

Sabe? Bolha de sabão. Aquela intensa liberdade de flutuar, com os salpicos de luz que despertam delicadas cores reluzentes e que se movem com o vento, brilham com seus movimentos, e junto com elas sempre há aquele reflexo em forma de quadrado, um, dois, três, quatro quadrados, na vedade, uma janela que a gente sempre admira – espantados – sobre o globo da bolha.

- Eu quero ser uma bolha de sabão, mamãe


Duas partes de um gomo:


O Alan:

20 anos; mineiro que come quieto e sonha.
SON-HA.


A Bergamota:

Eu tropeço, mas levanto. Eu acerto, mas nem tanto. Eu espero e não me canso. Eu me encontro em teu balanço.

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Anna em Virol
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giordana em marasmo.
giordana em P&B

durante as estações…

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