Arquivo para a categoria 'amores'

Dear Alanis,

Alan Blair ~
Texto: Alan Blair

Oi alanis, tudo bom?
Você me alegra em momentos de micro felicidades, sabia?
(macro também, mas as felicidades menores são sempre as gostosas).
Gosto um pouco bastante de você já faz um tempo, eu me perco às vezes gritando pela casa a sua música, meu remedinho amargo, que nem é mais amargo assim.

As vezes, quando eu to querendo dormir, eu ligo o mtv e fico lá, com no pressure over cappuccino, e me lembro da vanessa – alan, vou fazer um filme e vai ter uma cena da protagonista que segue a rua chorando, tocando no pressure de fundo, vai ser lindo – e realmente ia ser lindo. Aí eu lembro de tantas coisas que já aconteceram na minha vida em que você estava presente. Meu primeiro amor de verdade verdadeira – Vanessa, rio de janeiro, carnaval, mulher e não homem, fiquei louco de amor, amor de carnaval desses legítimos, iniciam no primeiro dia de festa e terminam na quarta-feira de cinzas. Meu irmão diz que não gosta de você, mas sei que no fundo é tudo para implicar comigo. Agora que moro fora de casa e ele sente saudade de mim ele diz que até gosta de ti.

Alanis, eu sonho com você. Sonho com você diversas vezes e fico triste um dia inteiro quando eu acordo.
Penso em você todos os dias.
Penso na gente andando por aí, juntos, eu te contando sobre minhas vontades, você sobre esse teu mundo que eu conheço de fora, e fico louco para conhecer de dentro, (não literalmente).
As pessoas me perguntam se eu te beijaria. Beijaria. Não de língua. Eu não beijaria minha mãe de língua. Eu não te beijaria, então, de língua.

Te escrevo coisas mas ficam por aí, tipo largadas, como eu vou te mandar? Aí eu acho melhor mandar tudo em pensamento, que vira energia positiva, essas coisas, chakras, kundalini, vibrações positivas, você que já foi pra índia sabe como é. Om mani padme hum para todos nós.

Alanis, mmm, alanis é quase alan, lembro que na sétima série, eu ainda tinha um bloqueio sobre a minha sexualidade e os meninos me chamavam de “alanis, alanis, alanis” eu ficava puto e queria te matar, garota, ter logo esse nome e ser famosinha, poxa, acabava comigo. Mas como sou felizinho com esse meu nome e a nossa semelhança. Agradeço muito a dona márcia e seu chico por isso, valeu.

Sempre vou me lembrar de Hands Clean pessando no sbt e a voz da moça falando “o mais novo álbum de Alanis Morissette – Under Rug Swept” – a forma como ela gesticulava as palavras estão aqui na minha cebeça até hoje, e a sensação de deixar o volume bem alto e te escutar, limpando as suas mãos.

Eu estou contigo no sempre e no constante, garota, e eu te elogio pela sua coragem, te saúdo pela sua perseverança e te abraço por sua fé.
Temos ainda um bom tempo pra sonhar, e se nesse tempo a gente conseguir se esbarrar, tomar um chá, contar sobre nossas futuras esperanças, assim, um para o outro, eu ficarei bastante lisonjeado e agradecido, e então eu poderei dizer que irei morrer sendo um homem feliz, porque uma de minhas mão está no meu bolso, e a outra, garota, está segurando a tua.

Um beijo do teu amigo brasileiro.

Alan.
Xoxo.

cinematográfico.

Alan Blair ~
Foto: Demm – Texto: Alan Blair

Querido Demm,

talvez estivéssemos no terraço do maior prédio da maior cidade do mundo, e lá de cima conseguíssemos ver todas as luzes e carros e pessoas sem privacidade pelas janelas abertas. Aí tocariam violinos e, feito mágica, acenderiam as velas.

Então estamos no alto da maior montanha e temos uma bergamoteira bem em frente a gente, e atrás, uma casinha de madeira com janelas de cortinas brancas, bebedouro de beija-flor e uma jardineira cheia de amores-perfeitos, e ao invés de violinos, uma orquestra de bem-te-vi, bem-te-quero, bem-te-amo.

Mas talvez não tivesse lugar bonito, nem música de fundo, fosse quase um nada… fosse mesmo uma longa distância quilométrica de horas e preços não-promorcionais, e ainda assim fosse tão forte quanto o amor do casal que vai à pracinha de mãos dadas tomar sorvete num domingo à tarde. É desse amor que eu te digo, menino, que eu sinto e que eu prezo e, mesmo que eu me canse, é desse amor que eu espero.


Duas partes de um gomo:


O Alan:

20 anos; mineiro que come quieto e sonha.
SON-HA.


A Bergamota:

Eu tropeço, mas levanto. Eu acerto, mas nem tanto. Eu espero e não me canso. Eu me encontro em teu balanço.

Leitores:

  • 10,184 hits

Comentários

Ouro Preto em Bergamota
Anna em Grecin 2000
giordana em marasmo.
giordana em P&B
Victor em P&B

durante as estações…

Novembro 2009
D S T Q Q S S
« Out    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930