cinematográfico.

Alan Blair ~
Foto: Demm – Texto: Alan Blair

Querido Demm,

talvez estivéssemos no terraço do maior prédio da maior cidade do mundo, e lá de cima conseguíssemos ver todas as luzes e carros e pessoas sem privacidade pelas janelas abertas. Aí tocariam violinos e, feito mágica, acenderiam as velas.

Então estamos no alto da maior montanha e temos uma bergamoteira bem em frente a gente, e atrás, uma casinha de madeira com janelas de cortinas brancas, bebedouro de beija-flor e uma jardineira cheia de amores-perfeitos, e ao invés de violinos, uma orquestra de bem-te-vi, bem-te-quero, bem-te-amo.

Mas talvez não tivesse lugar bonito, nem música de fundo, fosse quase um nada… fosse mesmo uma longa distância quilométrica de horas e preços não-promorcionais, e ainda assim fosse tão forte quanto o amor do casal que vai à pracinha de mãos dadas tomar sorvete num domingo à tarde. É desse amor que eu te digo, menino, que eu sinto e que eu prezo e, mesmo que eu me canse, é desse amor que eu espero.

Colírio.

Alan Blair ~
Foto e Texto: Alan Blair
(Fugindo de Ouro Preto, vindo escondido passar o dia das mães, brigadeiro e amigos, mata saudade.)

Sempre que eu fecho os meus olhos eu consigo te enxergar.
Seria muito pedir que, para quando eu os abrir, conseguir te encontrar?