cinematográfico.

Querido Demm,

talvez estivéssemos no terraço do maior prédio da maior cidade do mundo, e lá de cima conseguíssemos ver todas as luzes e carros e pessoas sem privacidade pelas janelas abertas. Aí tocariam violinos e, feito mágica, acenderiam as velas.

Então estamos no alto da maior montanha e temos uma bergamoteira bem em frente a gente, e atrás, uma casinha de madeira com janelas de cortinas brancas, bebedouro de beija-flor e uma jardineira cheia de amores-perfeitos, e ao invés de violinos, uma orquestra de bem-te-vi, bem-te-quero, bem-te-amo.

Mas talvez não tivesse lugar bonito, nem música de fundo, fosse quase um nada… fosse mesmo uma longa distância quilométrica de horas e preços não-promorcionais, e ainda assim fosse tão forte quanto o amor do casal que vai à pracinha de mãos dadas tomar sorvete num domingo à tarde. É desse amor que eu te digo, menino, que eu sinto e que eu prezo e, mesmo que eu me canse, é desse amor que eu espero.

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Um comentário sobre “cinematográfico.

  1. não me gosto nesta foto, minhas costeletas estão ridículas.
    mas eu amei o post e calo-me diante da sua beleza, porque ela precisa ser apenas contemplada, meu querido.

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