Cortesia

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Sempre ensinado a ser educado, gostava de cortejar e cumprimentar as pessoas que via, dando “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite”, dependendo “ôpa” e,  até mesmo, “bença”.

Todas as vezes ao sair de casa, fosse para ir à padaria na pracinha da Bandeira ou comprar maizena no armazém, fazia apreço em cumprimentar os senhores e as senhoras sentadas nas varandas ou debruçadas nas janelas ao longo da Vinte e Sete de Abril, além dos conhecidos, os semi desconhecidos, as Cidas e os Cidos.

Lá ia, descendo a rua e dando “bom dia, Dona Tota”, “boa tarde, Dona Dina”, “ôpa Cipó”, “tudo bem  Penha? “, “olá seu Zé!”, “oi Dimar”, “Tudo bom, Marlúcio?”.

Na volta para casa, realizava o mesmo curto e rápido trajeto. Geralmente, reencontrava todas as pessoas que havia acabado de cumprimentar. Muito educado, achava errado dar “olá” somente na ida e passar indiferente no trajeto de volta. Assim, sorridente, cumprimentava todo mundo novamente, independente se a pessoa preferia passar despercebida.

É que, “ingênuinamente” doce, lhe carecia malícia para compreender que nem todas as espécies de pessoas se alegram com “bom dia”.

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