Fev.

annamiro

Era final de fevereiro daquele ano, regido por Oxalá e Yemanjá. Diziam que a passagem do tempo seria devagar, mas haveria constantes mudanças. De fato, todos precisavam de um ano mais lento, para ver se o coração conseguia aquietar, e de mudanças bem vindas para fortalecer o Orí, dando constância e sustentação para se re-viver este outro ano, novamente, de novo, um dia após o outro.

Enquanto seu vigésimo oitavo mês de fevereiro chegava ao fim, ele não desconfiava que alguma coisa muito além do que já conhecia, que havia presenciado ou vivenciado durante os outros vinte e sete fevereiros anteriores de sua vida, pudesse vir acontecer.

Estava errado, porque em ano regido por Oxalá e Yemanjá há de se esperar que alguma coisa aconteça.

 

 

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